O Mercado de Trabalho de Geoprocessamento

    Uma das perguntas mais comuns que qualquer estudante de graduação ou profissional se faz é: Como posso conseguir um bom trabalho? Nessa hora geralmente a pessoa se questiona se o mercado de geoprocessamento é bom. Nesse artigo vou lhe mostrar que sim, o geoprocessamento tem um ótimo mercado de trabalho. Caso você tenha caído aqui de paraquedas e não saiba o que é geoprocessamento, sugiro que leia esse nosso artigo, que deixa claro o que é geoprocessamento, SIG e sensoriamento remoto. Essa leitura pode te ajudar a entender melhor esse artigo.

    Retomando, a área de geoprocessamento com toda sua interdisciplinaridade tem crescido e tem contribuído de forma significativa com a economia global. Um estudo desenvolvido pela AlphaBeta, empresa de consultoria australiana, estimou que os serviços e produtos envolvendo a área Geoespacial movimentam cerca de 400 bilhões de dólares anualmente.

    Para além do escopo unicamente geoespacial propriamente dito, os mapas digitais geram até US $ 1,2 trilhão em vendas globalmente, uma grande parte das quais são vendas de pequenas e médias empresas, que usam plataformas como o “Google Meu Negócio” como uma ferramenta de marketing gratuita para impulsionar o tráfego de consumidores. Um exemplo claro do uso de análises espaciais para geração de negócios.

    Mas você pode se perguntar: Ok, mas nesse caso o Google está usando geotecnologia para gerar negócios e empregos indiretamente, mas eu quero saber é dos empregos diretamente gerados para quem trabalha com geoprocessamento. Quantos empregos há para quem trabalha com geo? Te respondo: 4 milhões de empregos estão diretamente ligados aos serviços geoespaciais no mundo.

    E porque tantas empresas empregam pessoas na área de geoprocessamento? Por um motivo simples: as análises espaciais são capazes de otimizar a alocação de recursos, diminuindo custos e aumentando receitas com menos tempo. Estima-se que as análises melhoram no minimo em 5% as receitas e custos e economizam pelo menos 70% do tempo. Portanto, um mundo com mais analistas espaciais é um mundo mais eficiente.

    Essa melhora em eficiência não é apenas para o mercado, ela se reflete no meio ambiente também. Por exemplo, as emissões de CO2 dos veículos poderiam ser reduzidas em 5% ao ano com a utilização de mapas digitais que permitem rotas alternativas, gerando uma redução de 1.686 milhões de toneladas de CO2.

    Um potencial beneficiário adicional dos mapas digitais é o serviço de emergência. As análises espaciais podem ser utilizadas para reduzir o tempo de resposta a emergências em até 20% em alguns países, afirmam os pesquisadores. Elas podem até mesmo ajudar antes de uma emergência – nos preparativos para um desastre natural, em que a tecnologia pode destacar o risco de inundação ou mostrar aos residentes melhores rotas de evacuação de emergência.

    Caso você esteja se perguntando se o mercado de geo está em estagnação ou crescimento, fique sabendo que os investimentos tem aumentado mundialmente e no Brasil. Apenas para te dar um exemplo internacional de investimento em geoprocessamento: desde 2016 o governo indiano começou o programa Índia Digital, em que o governo, em colaboração com as empresas do setor privado, está investindo fortemente em infra-estrutura para desenvolver uma informação baseada em SIG para gerenciamento de terras, registros de propriedades e detalhamento de propriedade no país, o que abre oportunidades lucrativas para o mercado de Geo. E no Brasil não é diferente.

    Nos últimos anos inúmeras mudanças no nosso país vem aquecendo o mercado de geotecnologias. Vou citar algumas. Com a adoção do CAR – Cadastro Ambiental Rural, que vem sendo implementado desde 2012 com a mudança do Código Florestal (Lei 12.651/2012), todas as propriedades rurais precisarão ser cadastradas, e não é só cadastrar, será necessário elaborar planos de recuperação de áreas degradadas, por exemplo. Há todo um mercado nascendo no país, com  créditos florestais, compensação, reserva legal e compatibilização de usos de acordo com zoneamentos ecológicos econômicos (ZEE).

    Também temos a agricultura de precisão que vem crescendo com ferramentas baseados em geotecnologias, como uso de DRONES (ou se preferir VANTS – veículos aéreos não tripulados), levantamentos de saúde da lavoura por meio de índices de vegetação, planos de correção de solo, adubação, irrigação e colheita, tudo centrado no geoprocessamento. Recordes de produção tem cada vez mais demandado inteligência espacial para compatibilizar a produção com a preservação.

    O Brasil é também detentor de grande parte da maior floresta tropical do mundo, bem como da savana mais biodiversa, respectivamente a Amazônia e o Cerrado, ambos com grandes demandas de conservação, seja via criação de unidades de conservação, seja via projetos de recuperação, seja por outras políticas públicas. Independente disso, todas essas ações demandam especialistas de geoprocessamento em ONGs ou em órgãos públicos.

    Bem, se formos falar de todos os investimentos, tais como transposições de rios, gasodutos, extração de minérios, ou de todas as possibilidades de uso de geoprocessamento no planejamento e na gestão de cidades, áreas rurais ou áreas protegidas, esse texto seria um livro. Fato é que as oportunidades são muitas e diversas.

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    Nesse contexto, muitas empresas necessitam de um profissional que saiba SIG e sensoriamento remoto para realizar suas análises espaciais. Saber operar o ArcGIS ou o QGIS é um dos requisitos para preencher a vaga. E você pode estar se perguntando quanto um profissional da área ganha, certo? O salário mensal médio inicial de um analista de geo fica por volta de R$ 3.400,00, a R$ 11.000,00. No serviço público, o salário de um analista em geoprocessamento geralmente começa em R$ 5.000,00 e chega a valores superiores a R$ 13.000,00, sem bonificações. Ele depende da experiência, do cargo e da jornada de trabalho na empresa ou instituição. Esses dados são referenciados no ano de 2017 e podem ter variações temporais ou regionais.

    Partindo para a qualificação profissional, o que geralmente é exigido dos profissionais para ocupar as vagas relacionadas a geoprocessamento?

  1. Familiaridade com o ArcGIS
  2. Manipulação de dados vetoriais – como editar, projetar e fazer análises espaciais
  3. Georreferenciamento de imóveis rurais
  4. Elaboração de mapas temáticos
  5. Propor soluções utilizando SIG (ou seja, só saber operar a ferramenta não será suficiente, você deve ser independente)
  6. Ter experiência na área
  7. Interpretação de imagens de satélite
  8. Organização de base de dados georreferenciados e metadados.
  9. Classificação de imagens
  10. Gestão de banco de dados espaciais

    O mercado de trabalho tem sido bem exigente, porém, o mais importante é estar qualificado e seguro com a operação das plataformas GIS. A segurança leva os profissionais para outro âmbito. Se você deseja alcançar a independência na área de geoprocessamento, nós podemos te ajudar. Nós temos um Workshop 100% gratuito e online sobre como começar no geoprocessamento usando o ArcGIS e o ArcGIS Pro. Caso você queira conhecê-lo, é só clicar no link. Se as inscrições estiverem fechadas, não se preocupe, é só deixar seu nome e e-mail na página do Workshop que nós iremos te avisar da próxima turma. Caso queira saber sobre vagas de estagio na área, então clique aqui, caso você queira conhecer porque o geo é o novo office, clique aqui.

    Tem alguma sugestão de conteúdo? Conta pra gente nos comentários! Vamos ter o maior prazer em te responder! Até mais

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