João da Silva
O que é Geoprocessamento , SIG e Sensoriamento Remoto? Tem diferença? 
Muitos usuários da área de geociências têm dúvidas, ou até mesmo usam erroneamente os termos SIG, sensoriamento remoto e geoprocessamento. A verdade é que todos esses três termos estão relacionados, porém, são conceitualmente diferentes.

Geoprocessamento refere-se ao conjunto de técnicas ligadas à informação espacial, que vão desde a coleta, tratamento, manipulação, até a análise dos dados espaciais voltado para um objetivo específico. Já os Sistemas de Informação Geográfica (SIG) são sistemas dedicados ao tratamento de dados geográficos, ou seja, são sistemas que preservam o atributo locacional de dados espaciais. 

Eles são capazes de armazenar, manipular, visualizar e editar grandes quantidades de dados estruturados em um banco de dados. Numa visão mais lato senso seria: um conjunto manual ou computacional de procedimentos utilizados para armazenar e manipular dados georreferenciados.

Já o Sensoriamento Remoto é uma ciência que visa o desenvolvimento da obtenção de imagens da superfície terrestre por meio da detecção e medição quantitativa das respostas das interações da radiação eletromagnética com materiais terrestres. Ou ainda, é o uso de sensores de radiação eletromagnética para inferir propriedades de objetos na superfície terrestre.

O SIG e o Sensoriamento Remoto são geotecnologias que estão incluídas no conceito de Geoprocessamento. A intersecção entre o SIG e o Sensoriamento Remoto ocorre pois os dados manipulados no SIG são obtidos por meio do Sensoriamento Remoto, ou seja, sem a imagem de satélite haveria uma fonte a menos de dados no SIG.

Por exemplo, imagens de satélite são inseridas como um plano de informação em um SIG e, junto com outros temas, elas compõem a base de dados de uma região, o que permite a extração de uma grande quantidade de informações temáticas sobre a área que foi imageada.
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Desta forma, todos os três conceitos estão interligados e são de grande importância para qualquer profissional que trabalhe com geotecnologia. 

Na prática, quando você está classificando uma imagem no ENVI, ou no ERDAS por exemplo, você está utilizando técnicas de sensoriamento remoto. 

Se você calcular quanto de APP (área de preservação permanente) degradada há nessa região mapeada, no ArcGIS ou no QGIS (por exemplo) estará usando técnicas de SIG. Agora, se você se interessa em dominar ambas as técnicas, você se interessa por Geoprocessamento, pois ele é a área de conhecimento que reúne ambas. 

Caso você esteja começando agora e quer e conhecer e entender mais sobre geoprocessamento, nós temos um Workshop 100% online e gratuito sobre como começar no geoprocessamento usando o ArcGIS e o ArcGIS Pro. É como se fosse um minicurso gratuito de ArcGIS. Se você tem interesse, é só clicar no link. 

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João da Silva
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Yuri Salmona